filosofia de buteco

Quote do dia

01:35

Do blog da Lolla, um dos melhores de todos os tempos (para mim)

- uma parte muito importante de quem eu sou é quem eu não sou. descartar expectativas que não eram minhas eliminou 90% do meu “fear of missing out”, a sensação de que não se está aproveitando a vida por não fazer o mesmo que as outras pessoas. parar pra me perguntar se eu de fato queria estar fazendo essas coisas (e se lavar pratos numa sexta à noite bebendo malbec e ouvindo jefferson airplane era de fato deprimente sendo que eu estava curtindo) pode parecer uma atitude corriqueira, mas levei um tempo até desenvolver a honestidade de aceitar que não. e fico feliz por ter chegado a essa conclusão sendo ainda jovem o suficiente para apreciar o que ela significa.  "



Descreve meus sentimentos. Beijo, te amo

minha vida

Começando o ano bem: insigths e conclusões

15:19

Sentada no banheiro (vai dizer que vocês também não fazem isso?) tive meus primeiros insights do ano. Seguem:

- eu detesto inglês, e tenho uma dificuldade crônica com o idioma. Não que eu não goste de ouvir o idioma, mas tenho problemas sérios em aprendê-lo. Mas hoje eu parei para medir meu nível de esforço com esse aprendizado em específico e percebi que é... quase nulo. Quando eu preciso muito aprender alguma coisa, eu dou um jeito. Até estatística eu aprendi quando corria o risco de perder a bolsa da universidade. Me preparei para as provas do mestrado, com esforço concentrado, em pouquíssimo tempo. Não aprendo inglês porque "não vejo" necessidade real: não preciso para me comunicar diariamente, sei o suficiente para ler e entender o básico... então acabo nunca investindo tempo nisso, é sempre a primeira atividade a ser cortada quando o tempo fica escasso. 
Pensando nisso, tracei um desafio agora para janeiro (realmente desafiador, óbvio) com algumas etapas diárias a serem cumpridas. Uma delas é assistir vídeos em inglês, com legenda em inglês - o que me levou ao segundo insight...

- eu não estou sabendo me relacionar com o mundo dos livros nas redes sociais, #prontofalei. Percebi isso quando os vídeos que eu assisti hoje para o desafio de inglês (escolhi aleatoriamente, o assunto hoje foi "Goodreads") falavam do porque não utilizam a rede social de leitura da Amazon. Me identifiquei totalmente! Na verdade, eu vivo numa faca de dois legumes: eu realmente, realmente, não sou muito fã de redes, por motivos de: fico viciada; mas eu sou bibliotecária, e me sinto na obrigação de participar das redes para ver o que as pessoas fazem, como tratam certos livros/assuntos, e para meus alunos me acharem, né? Acho bom dar o exemplo, às vezes. Então, como lidar? Ainda não sei. Mas concordo que há uma pressão externa - e uma ainda maior, interna - quando você vê o que todos estão fazendo. É querer ler o que tá na moda, é perceber que não tem tempo de ler tudo que tem sido lançado (e tem cada coisa booooa!), é pensar que lê pouco, é ficar cheio de si porque leu mais (são efeitos colaterais adversos). Fora, como eu disse, o tempo que perco: se deixar eu passo horas no instagram, nos blogs, vendo vídeos no youtube. Então não sei o que fazer, tenho instagram, skoob... mas o Goodreads eu cancelei hoje :P

- terceiro insigth: eu preciso parar de arrumar desculpas para não fazer as coisas que eu mesma decidi fazer. Exemplo besta: não posso gastar dinheiro, não quero pedir comida dia de semana. Especialmente em dias como hoje, feriado nacional, em que é difícil pedir comida vegana; então eu teria que pedir vegetariana (estou evitando, muito), e gastar dinheiro de qualquer forma. Já sabendo disso, o que eu deveria fazer? Levantar a bunda e ir para a cozinha. Mas quando o subconsciente sabe que o dinheiro existe na conta (mesmo que vá fazer falta depois) e que há possibilidade, mesmo que remota, de pedir qualquer coisa, eu fico sentada vendo a onda de cocô vindo, ou seja, eu vejo que vai dar merda, mas continuo não fazendo nada. É tempo de parar com isso e começar a ter útero para cumprir as promessas que faço para mim mesma, não? Isso vale para diversos outros exemplos

- o que me leva ao quarto e último insigth do dia (até porque, 4 para um dia só já é muita coisa pra digerir): quais são as promessas que eu me fiz? e quais eu já fiz sabendo que ia acabar não cumprindo? e quais eu fiz só porque acho bonito os outros fazendo? Eu quero começar uma previdência privada, mas não me comprometo em poupar; quero viajar mas não me planejo; quero emagrecer mas fico preguiçando para ir para a academia; quero meus projetos profissionais tinindo, mas não programo tempo para completá-los. Aí é pedir muito, né?

Conclusões do dia:

- eu preciso de mais vergonha na cara para estudar inglês, porque eu estou careca de saber que o que eu quero aprender, eu me esforço e aprendo

- eu ainda não sei como vou lidar com as redes sociais, mas já posso começar dizendo que vou montar uma TBR Jar, me focar nos livros que tenho, parar de acompanhar diariamente o instagram e os lançamentos das editoras, e as parcerias dos coleguinhas, e focar mais na qualidade da leitura, no tempo que for necessário, nos livros da biblioteca pública - e PARAR de entrar nos sites de livrarias "só para ver o que tem de bom"

- pensar por dois segundos nas coisas com as quais eu me comprometi antes de deixar a situação degringolar e ficar me culpando depois. Tinha que, sei lá, ter feito a sobrancelha há duas semanas, e lembrei disso agora? Ao invés de "ahhh, que pena, semana que vem eu reorganizo toooodo meu horário", é levantar a bunda (geralmente sentada lendo/vendo filme/lendo na internet) e fazer. E isso com tudo que eu posso, preferencialmente organizando meus horários de forma a não deixar brechas de preguiça em horários indevidos.

- antes de fazer promessas menores, pensar em quais são meus valores e objetivos maiores, para ir alinhando os pensamentos. Eu ME amo, ME respeito, então o que posso fazer por mim? Ir para a academia para não me arrepender do colesterol alto quando a saúde reclamar; poupar, para quando houver uma emergência como a de 2017 (o Dante ter operado) eu não ficar arrancando cabelo à pinça; pensar no tipo de profissional que quero ser, e no que posso ir fazendo para atingir o patamar esperado.

So many conclusions, so little time. Se 2018 continuar assim, o ano promete!! :P

minha vida

SIMBORA, 2018!!!

13:45

São 19:37 do dia 31/12/17. Estou confortavelmente sentada no meu sofá, me preparando para minha virada de ano maravilhosa. Isso inclui:

- lista de músicas montada pelo marido especialmente para o ano novo
- guacamole
- álcool, muito álcool (em formatos variados, como vinho, caipirinha, black russian, caipirinha de maracujá)
- meus cachorros, os dois, o Dante com abarriga recém costurada
- pouca roupa
- inexistência de convenções sociais

Já fazem uns 8 anos que passamos a virada assim, só nós dois, em casa, petiscando, conversando, jogando videogame, ouvindo música. E é a melhor virada de ano que posso pedir.

De tudo que falei que pretendo para 2018, existem três pontos principais: o veganismo, o autoconhecimento, a paz de espírito.

Agradeço a 2017. Apesar de saber que a vida tá bem ruim para muita gente, não foi o meu caso, felizmente: já concursada, já com o mestrado terminado, consegui minha cooperação técnica, voltei para minha casa, tenho apê próprio e o mínimo de estabilidade, saúde e a cabeça tá mais tranquila.

Só espero que 2018 passe mais devagar (2017 eu mal vi!!), para o bem ou para o mal, que eu tô afim de aproveitar bastante: o que for bom é bom, o que não for é lição :) E simbora que já tá na hora de ver o 2018 chegar!!

filosofia de buteco

É fácil esquecer as prioridades...

12:36

... quando não prestamos atenção nelas.

Tô numa semana meio que de folga, antes de começar oficialmente minhas férias (agora em janeiro). E fazendo os meus fechamentos do ano (mania antiga), dei uma relida em algumas postagens, pensei no que eu quero no que deixei de fazer... e percebi o quanto é fácil a gente deixar a vida levar a gente, sem prestar atenção em coisas que importam.

O Alex Castro sempre fala que é difícil ser quem queremos; é muito fácil nos mantermos sendo quem somos. E eu percebo muito isso: se não faço o esforço diário em prestar atenção às minhas respostas, minhas palavras e minhas ideias, eu sou simplesmente uma peça responsiva no tabuleiro do mundo. Eu preciso fazer o esforço consciente de ser melhor: de controlar meu ciúme, minha raiva, minha impulsividade, meus instintos matadores. Um esforço mais que consciente pela empatia, pelo presente, pelo agora.

Por que estou falando isso? Porque lendo minhas metas para 2018, percebi que eram muito parecidas com as de 2017 - e se tem coisas que não fiz foi porque me dão o maior trabalho de todos: mudar o que EU sou, como EU penso. Um esforço redobrado para dar atenção ao mundo acima do meu umbigo.

Nas metas de 2018 estão:

- falar menos de mim
- ouvis mais os outros
- largar o celular e dar mais atenção aos que me procuram
- ajudar alguma instituição que precise
- ajudar aos outros como voluntária presente
- ouvir mais a mim mesma
- me respeitar mais, seja no que como, no que vejo, no que ouço, no que falo, e até no que penso

O que todos esses tópicos tem em comum? Um puta esforço para permanecer presente, e atenta. A gente tende a colocar certas atitudes em piloto automático - o corpo é treinado para isso, o piloto automático poupa nossa energia - e acaba não tendo força para mudar hábitos e atitudes já internalizadas.

Então 2018 vai ser o ano do meu esforço consciente, nem que eu tenha que escrever isso em letras garrafais todos os dias pela manhã.

Algumas ferramentas para ajudar meu intento:
- respiração
- meditação
- yoga
- academia
- leituras compatíveis com meu intento
- o marido me chamando atenção :P

Então, agora mesmo, a prioridade é dar atenção aos meus. Beijo, fui!

minha vida

Alguns obstáculos às querências: você é seu próprio limitador :P

15:09

- obstáculo 1: leituras. Dividir o espaço delas com muitas outras coisas, inclusive pesquisas das próximas leituras. Eu passo tanto tempo lendo sobre livros, pesquisando sobre livros, fazendo listas de livros, catando livros em livrarias e bibliotecas, que não me sobra tempo para LER efetivamente os livros que separei! Sério! Eu fico pendurada nas redes sociais, internet, batendo perna pela cidade em sebos e livrarias e biblioteca,s e não sento a bunda para ler!!

- obstáculo 2: curtir a casa.  Junto com o obstáculo ali de cima. Eu quero curtir o cafofo, ler no terraço, tomar um chá ou suco... mas fico arrumando sarna pra me coçar, lugar para andar, exposição para ir. São ótimas coisas, claro, mas eu preciso tirar um tempo para recuperar as energias, e para isso nada melhor que ficar em casa, na minha "vibração energética", curtindo o cafofinho. Outro problema é que em casa eu não relaxo, fico catando coisa pra fazer: louça pra lavar, casa pra varrer, coisa pra limpar.

- obstáculo 3: assistir filmes. Primeiro, a própria Netflix. Ô buraco negro, gente! Não consigo decidir qual filme assistir, e fico 395 minutos catando algum - quando acho, já está tarde, e eu acabo dormindo no meio, ou preferindo nem assistir... Depois, a dificuldade de "encontrar" um filme que bata com meu estado de espírito (não ver nada de chorar na TPM, por exemplo). Terceiro, a dificuldade de concentração de quando eu estou com a cabeça cheia/preocupada com outras coisas/ansiosa - não consigo parar três minutos seguidos e ver o raio do filme.

Praticamente nenhuma das minhas querências para o próximo ano que eu não pense que posso resolver com um pouco de esforço e atenção. Então qual é o problema? Possivelmente, atenção :P

Mas há a vontade, e haverá o esforço. Uma tentativa de equilibrar tudo, que é sempre o mais difícil; de não deixar passar a vida, os dias. 2017 passou lento até maio, e voando até agora, e não gosto da sensação de que "não fiz nada por mim". Vamos prestar atenção nesses obstáculos em 2018, especialmente nos que nós mesmos colocamos?



mudança

Querências 2018 #4: Ajudar os outros

12:57

Vira e mexe eu fecho correndo alguma página, principalmente com postagens do Facebook. Hoje o caso foi do vídeo sobre os ursos polares, que estão perdendo seu habitat e comida, e com isso apresentam fraqueza extrema, perda muscular, e morrer subnutridos.

Pode ser de animais de rua, animais em situação de extinção, vídeos dos animais sofrendo com a poluição (o da tartaruga marinha com o canudo enfiado no nariz, ou o da baleia com 95% de plástico no estômago), pessoas em situações de risco, o comercial do Médico sem Fronteiras tocando "Everybody hurts" - e que eu me debulho em lágrimas toda vez que vejo.

Mas, se ao invés de rolar correndo a página, você resolve ajudar de alguma forma? Qualquer forma, qualquer jeito: trabalho voluntário, divulgação de ONGs, dinheiro. Você não precisa ter muito... o Médico Sem Fronteiras recebe doações a partir de R$10! Não é nem um lanche do McDonalds (que, por sinal, também não como - ser vegetariana já é uma forma de ajudar, acredite!).



Então parei para pensar no que eu posso fazer para ajudar em 2018, ao invés de só rolar a página para baixo pensando "tadinhos" e "a humanidade é uma merda". Não que a humanidade seja algo bom (sou pessimista quanto a isso, acho que a natureza só vai ficar me paz quando os humanos forem exterminados, juro!) - mas enquanto estamos aqui, podemos tentar ser.. melhores, pelo menos.

Exemplos de iniciativas que aceitam doações:



Se você não pode ajudar vários (eu queria ter dinheiro para abraçar várias iniciativas), escolha ao menos um espaço para receber uma ajuda, braçal ou financeira. Nem que seja uma doação única, ao invés de doações mensais. Qualquer lugar. Já é mais do que nada. Vamos pensar pelo menos um pouquinho nos outros, nesse ano que se inicia?

Se não acredita em grandes instituições (tem gente que não confia, né?), procure uma próxima da sua casa! Eu descobri várias aqui por Curitiba; tem asilos, instituições para educação infantil e de adultos, canis, espaços para mulheres vítimas de violência... 

Porque é muito fácil ser ativista de cadeira, no Facebook, "gritando" e dizendo que concorda ou não. Mas o que podemos fazer para tirar nosso ativismo do virtual e ajudar DE VERDADE alguma causa?







 

quero!

Qurências 2018 #3

14:13

- passear mais: eu tenho a tendência a ficar trancada em casa, especialmente quando a preguiça de sair na rua fica maior que meu corpo. No inverno isso é até compreensível, mas no verão, chega a ser sacanagem! Então passear um pouco mais, ir mais para a rua (gastando pouco, preferencialmente), aproveitar mais o ar fresco, produzir um pouco de vitamina D

- manter contato com as pessoas queridas: eu tenho a tendência a ficar quieta. Por mais que eu goste MUITO de algumas pessoas, por vezes eu acompanho suas redes sociais, e esqueço de perguntar como a pessoa está, de verdadinha. Quero falar com com essas pessoas, muitas que conheci através do Instagram e agora fazem parte do meu coraçãozinho <3

- relaxar. Eu sou péeeeessima em relaxar. Sou ótima em ficar estressada, em me preocupar com pouco, em ficar sofrendo por antecipação. Então relaxar é mais difícil do que parece, e faz parte de um esforço hercúleo - mas eu vou tentar!!

- curtir a casa: quando eu estou estressada/ansiosa (ou seja, com uma enorme frequência) eu tendo a querer sair de casa. Ficar dentro de casa me deixa mais ansiosa, e minha síndrome das pernas inquietas me leva para todo lugar! Seria bom aprender a sentar no sofá, no cafofo 1, no cafofo 2, com uma xícara de chá ou um suquinho gelado, e respirar fundo. Aproveitar a atmosfera dos meus quadros, das minhas plantas, do meu "miniecossistema"

- cuidar da saúde: ainda bem que minha mãe não lê aqui - mas meu colesterol tá altinho. Não me surpreende, com a quantidade de besteiras que comi entre o ano passado e esse ano para "compensar" o estresse, a ansiedade e a saudade de estar longe de casa e do marido e dos cachorros. Deu uma estragadinha... Mas a gente corrige isso (né? NÉ??)

- fazer minha tattoo grande & em local descoberto: tenho muitas tatuagens, a maioria fica em local facilmente coberto (eu trabalho de calça jeans e camiseta, e quase todas ficam escondidas sob a roupa). Eu quero fazer uma grande no braço, beeeeem exposta - na verdade, essa querência já está em vias de concretizar, mas coloco aqui porque não deixa de ser uma vontade para o próximo ano!