trabalho

Pensamentos de Biblioteconomia - de novo

17:09

1. Eu não encontro pessoas em quem me espelhar na minha área, no Brasil. com a frequência que eu acho que deveria/precisamos.

Eu vejo muito em outras áreas: você sabe quem é o Administrador fodão. Você sabe quem são os advogados mais famosos. Você vê instablogs, blogs, colunas de jornais e revistas. As pessoas param, tiram fotos, compartilham informação... Mas quem são os espelhos da nossa área? Quem você conhece que, como bibliotecário, realmente faz a diferença? Quem influencia de forma efetiva o seu trabalho? 
Eu vejo muitos casos de bibliotecários "famosos" lá fora, mas aqui não vejo.

Há prêmios para Bibliotecários, comunidades, associações de todos os tipos de bibliotecários, como, sei lá, "Associação de Bibliotecários de Bibliotecas de Pesquisa em Cidades Litorâneas". Há o que chamam de Library Advocacy, o compromisso e a defesa do profissional com sua área. Os Bibliotecários de grandes bibliotecas aparecem, são vistos (você sabe de cabeça quem é o Bibliotecário-Chefe da Biblioteca Nacional do Brasil, hoje?). Eles escrevem blogs, artigos, opinam, tentam encontrar soluções. Discutem. 

Aqui, eu conheço o pessoal que fez faculdade comigo, mais ou menos na mesma época. Muitos encontros estudantis, muito networking. Mas o pessoal não se mobiliza, acho. Nem as Associações "oficiais" conseguem vingar - as pessoas não querem se envolver, reclamam de pagar sindicato, não participam de seus Conselhos (é um ciclo: não participam porque "o conselho não faz nada", o conselho não faz nada porque as pessoas não participam, e assim por diante). Eu procuro bibliotecários para seguir nas redes, para ler conteúdo, mas não há lá muita coisa em nossa língua-mãe. Me sinto meio... "abandonada", seria o termo? Sozinha, talvez?

Encontrei alguns colegas que tenho tentado seguir e apoiar, mas me sinto distante. A internet não devia ser para aproximar?

2. Eu não sei o que fazer no meu trabalho

Sim, isso que você leu. Eu não sei o que fazer quando estou com a bunda sentada na minha cadeira. Atualmente eu sou bibliotecária de referência, e atendo usuários. Sei que meu escopo é gigantesco: tenho um facebook para manter, serviços para oferecer, serviços para mensurar, toda a organização interna para fazer (material, arquivo, documentos), comissões para participar, serviços em rede para pensar... Mas quando eu sento aqui, parece que nada sai.

Primeiro: porque eu não posso fazer tudo sozinha quando tem um grupo de pessoas envolvido. Não, eu não tenho problema em fazer tudo sozinha, se precisar... mas quando você tem mais gente, no mesmo lugar, que ocupa o mesmo cargo que você, você só consegue implementar alguma coisa de impacto quando todos estão de acordo - e isso é muito difícil. Ex.: os documentos estão todos bagunçados, espalhados por mais de um andar, em diversas pastinhas facilmente perdíveis. Proposta: vamos arrumar nosso arquivo interno, vai facilitar nossa vida, até pensar em digitalizar algumas coisas interessantes. Resposta: "não precisa, está bom assim" (NÃO, não tá!). "Não precisa, eu me acho desse jeito" (você, cara pálida, responsável pela bagunça). "eu não sei fazer isso" (aprender que é bom, nada, né?). Trabalhamos todxs no mesmo espaço, vamos fazer uma reunião pra decidir o que pode/deve ser mexido, e dividir as responsabilidades "Não. Não acho que precisa, deixa como tá".

O que eu faço primeiro? Qual é a demanda mais importante? Para quem posso delegar? Com quem posso dividir? Como fazer a "equipe" se comportar como uma equipe? Depois eu fico surpresa que os bibliotecários no país não tenham visibilidade - a gente não consegue se organizar nem em uma empresa em que somos 10, imagina em nível de cidade, estado, país?

Como lidar com isso?

3. Porque é importante "aparecer" na área?

Não, eu não estou falando de aparecer escrevendo artigos em revistas científicas sobre catalogação em RDA (não que isso não seja importante, pelo contrário! precisamos da nossa fundamentação teórica tanto quanto da prática). Estou falando de mostrar quem você é, como você trabalha, o que vocês está fazendo, QUAL O IMPACTO DO SEU TRABALHO para a sua sociedade, para seus stakeholders.

A gente precisa começar a se mostrar, tanto para ter reconhecimento quanto para NOS ENCONTRARMOS. Gente, quando eu escrevo que preciso de apoio e aliados eu não tô falando de gente para me emprestar dinheiro, mas de gente para trocar ideias. Pessoas em quem me inspirar, um grupo com quem pensar em conjunto. Pessoas que digam "vá em frente!" quando chegamos com uma ideia nova. Gente que mostre no que está trabalhando, que compartilhe.

Eu me sinto distante. Quando eu morava no RJ parecia mais fácil, mas aqui eu me sinto ilhada. As pessoas não querem conversar. A gente pensa num evento, mas continua todo mundo enfiado em seus próprios grupinhos. Ninguém fala com o coleguinha de outra instituição, ninguém quer falar de trabalho, pensar em projeto. Vejo tanta gente fazendo o estritamente necessário, o mínimo possível e solicitado, a lei do menor esforço... parece que chegar com uma ideia "a mais" já é demais.

4. "Seja o exemplo que você não tem".

Difícil, muito difícil. Eu vivo falando com meus colegas "vamos lá, a gente consegue, juntos resolvemos, não podemos sentar e cruzar os braços". Alguns me falam "Paulla, queria ter essa sua disposição!". Mas, te falar? NEM EU tenho.

Eu acordo dia sim, dia não, brigando com minha vontade de largar a área. Se alguém lê aqui o bloguinho, deve saber disso. Eu acordo com todo o gás, e vou dormir me arrastando como uma lesma. Minha energia é drenada, vai toda embora, e eu não consigo me blindar contra os pensamentos negativos e inevitáveis. "A área é uma merda, vou catar outra coisa para fazer"; "será que só trocar de biblioteca adianta?"; "será que o problema é dos colegas ou sou eu que quero demais?"

Eu tento lembrar de "ser a mudança que quero ver no mundo". Que não adianta falar dos colegas que não fazem nada, não colaboram, não participam, se eu mesma não participar também. Falar que não vão aos eventos da área e ficar arrumando desculpa para não ir. Reclamar da colega que não vai nas reuniões, e me pegar falando "hi, esse mês não vai dar... mas mês que vem, ó, tamo junto!"

Muitas coisas na cabecinha.

minha vida

... é uma caixinha de surpresas"

18:19

As coisas ficaram muito confusas nos últimos tempos, MUITO LOUCAS.

Sabe quando você começa o ano cheio de planos, de ideias, de pensamentos, meticulosamente orquestrados? Eu escrevi uns 5 posts sobre querências para 2018.

"Mas a vida... a vida é uma caixinha de surpresas". E ela veio e chutou minha bunda, e tudo o mais pro alto. Mexeu com minhas querências, com minhas prioridades, com minhas ideias, até com alguns valores, vejam só!

Ainda estou me levantando meio bamba do caldo que me jogou na areia e me fez ralar os joelhos. Cuspindo água depois de ter sido engolida pela onda. O que isso quer dizer? Que eu saí totalmente do eixo e não voltei ainda.

Voltei a fumar - espero parar de novo em breve. Não estou comendo direito - e não ter minhas panelas de inox perto está me deixando meio louca, preciso comprar algumas com urgência - e ainda estou comendo mais besteiras e menos legumes e verduras do que pretendo.

Não estou (ainda) lendo o que quero, nem me concentrando direito na minha pós-graduação (ela tá indo, tô levando com a barriga). Não consegui pegar um ritmo para assistir aos meus filmes de novo. Não consegui arrumar uma rotina de meditação. 

Ou seja, não estou alimentando direito nem meu corpo, nem minha cabeça. Mas, apesar disso, eu estou bem, incrivelmente.

Se passei longe de grande parte das querências que matutei no início do ano, algumas querências muito mais antigas e profundas foram resolvidas e/ou satisfeitas. NÃO SEM DOR. Muita dor. MUITA FUCKING DOR. Muitos pontos nevrálgicos foram mexidos, encostados, cutucados.

Resumindo meu 2018, eu estou EXAUSTA. Cansada. Mortinha da silva. Ainda vivendo uma experiência extra-corpórea. Ainda tentando lembrar de como cuidar de mim no meio disso tudo. Lembro da teoria como algo vago - como cozinhar direito pra mim? como ler? (rsrsr) - e distante. Enrolada em gerir meu próprio tempo, em organizar minhas prioridades, mas principalmente, em ME CONCENTRAR. Sentar minha bunda e prestar atenção a um foco único.

Mas estou feliz. Estou indo, estou me movendo. Muita coisa na cabeça para acertar para o próximo ano. Muitos planos. E sabendo que o lema do ano passado, AUTOCONHECIMENTO, continua bem em alta (mas não acho que será a palavra que regerá meu próximo ano, viu? Tô esperando bater em mim qual será!).


minha vida

(um pensamento)

09:35

Apesar de tudo, estou mais tranquila.

Depois das últimas semanas gritando, por dentro e por fora, algumas coisas começaram a se encaixar:

- nem tudo é como queremos;

- nem sempre sabemos o que queremos;

- nem sempre o que achamos que queremos, queremos mesmo;

- as imagens mentais que formamos para a nossa vida podem ser metas ou camisas de força;

- aceita que dói menos.

Eu ainda estou no processo, mas essa semana foi mais leve. As dores dentre do mim estão mais brandas, e eu já consigo respirar fundo para sentir o perfume das flores de novo.

MAS (e sempre tem um MAS)...

Eu sei que isso é só um respiro antes da tempestade. Que a coisa ainda pode piorar (muito!) antes de eu chegar em uma praia deserta e paradisíaca. Que ainda vai ter muito barco balançando, água entrando, desespero batendo, antes que eu possa realmente sentar e respirar e apreciar a vista...

minha vida

Quanto de mim é meu?

18:32

Quanto de mim é meu e quanto de mim é de fora?

Olhando umas fotos antigas, senti falta do tempo em que tinha vontade de me arrumar para mim - mesmo quando o que é válido para mim, não é para o mundo.

Falta de abraçar meu corpo como ele é hoje, sem pensar em "como eu gostaria que ele fosse". Ele é assim, ele é minha casa, minha única casa, que me leva pros lugares, que me sustenta. Ruim isso de tratá-lo como um acessório estético, né? Eu sou mais pesada do que eu idealizava, maior do que eu queria. Mas, e daí? Eu preciso fazer exercícios para ficar saudável, para o corpo aguentar o tranco mais tempo - não para ficar sarada. Eu não digo que é todo dia que eu convivo bem com minha dobrinha nas costas, ou com o estômago alto (sim, isso aí que vc leu: meu estômago fica inchado muito fácil e ele fica beeem alto - e isso é totalmente diferente de barriga), ou com a barriguinha... mas convivemos até bastante bem.

De pintar o cabelo de vermelho - mas aí é por preguiça mesmo - dá muito trabalho manter o cabelo na cor, e o cabelo fica UMA PALHA. Então larguei de mão de forma consciente - mas eu criei minha imagem em cima disso, é difícil renunciar, rsrs

Dos meus saiões ripongos - que não uso para trabalhar, mas sempre gostei de usar em casa e para ir andar nos parques. Porque mulheres precisam usar roupas coladas? que mostrem o corpo? pq você precisa se vestir de forma a ser sexy "o tempo todo"? com quem nós mulheres estamos "competindo", pela atenção de quem? Quando deixamos de perceber nossa própria sexualidade para responder a um padrão (pergunta retórica, eu estudo isso há tempo suficiente para saber, rs)? qual é a definição de sexy? Não devia ter haver com a exploração da nossa sexualidade em benefício do prazer próprio, ao invés de ficar agradando olhos alheios?

Se digo que não uso nada com parabenos, petrolatos, dizem que sou radical. Mas já parou para pensar que você está esfregando um derivado direto de petróleo no maior órgão do seu corpo - a sua pele? Que absorve tudo? Porque não prestar atenção nisso? Se posso substituir aquele monte de hidratantes cheio de nomes compridos de derivados químicos por óleo de coco, de maracujá, de amêndoas? E olha que fico com a pele bem ressecada, hein? "Ah, mas esses óleos não tem "firmador", "não são antiidade", "não são antisinais". Mas gente,eu não preciso disso! Eu quero meus sinais, aqueles que vão falar que eu vivi uma vida bem vivida na idade que eu tiver. Eu não quero ser uma mulher de 40 que parece ter 20... quero ser uma mulher de 40 com cara de 40, muito bem aproveitados! Os peitos vão cair SIM, as rugas vão aparecer SIM, a cabeleira vai ficar branca. E ponto.

Eu ainda tenho a vantagem que me importo muito pouco com a opinião alheia. Não uso maquiagem, nem sei passar base, não faço "contorno" (gente, tem video no youtube sobre, eu canso só de ver). Batom eu uso, vermelho, doa a quem doer, porque adoro. E daí? Mas se o mundo quer usar, que usem, povo! Só acho que devem usar pelos motivos certos (SE agradar, não agradar AOS OUTROS).

Eu sei que as pessoas mudam quando crescem - mas mudar quer dizer mimetizar com o ambiente? Não devia ser "mudança" no sentido de "autodescoberta"? Mas vivemos em uma época em que as mudanças só são válidas se você estiver mudando para o padrão, o mundo não sabe o que fazer com quem não está no molde.

Eu às vezes acho que me perdi no meio do caminho. E agora estou numa luta ferrenha para me encontrar de novo, perdida por aí... nem que pra isso eu tenha que voltar algumas casas no tabuleiro para descobrir onde me larguei.



filosofia de buteco

Transformação: se você está curtindo, está fazendo errado

10:51

Artigo de autoria de Clive Treadwell, publicado originalmente no site Rebelle Society com o título original Transformation: if you’re enjoying it you’re doing it wrong

Traduzido por: Dora


Transformação é literalmente o progresso de uma forma para outra.

Se você está interessado em crescimento pessoal e usa palavras como transformação e metamorfose, você provavelmente já viu uma grande quantidade de imagens de borboletas, simbolizando o processo e sua pretendida consequência.
Este será você algum dia! Você é uma humilde lagarta mas você está criando asas, querida! Você será capaz de voar! Então você lê todos os livros, você passa por coaching e você vai em todos os seminários com vários outros ingênuos idealistas aspirantes. Tem vários abraços e compartilhamento e auto-congratulação mútuas sobre como vocês estão salvando o mundo juntos.
Abordado deste modo, o processo nada mais é que um esporte ou um hobby, e talvez seja a melhor forma de prevenir que a verdadeira transformação ocorra mesmo. É como se esconder em plena vista. Por conscientemente (e só Deus sabe o quanto você e os seus amigos adoram usar esse termo) assumir a causa da transformação, você a está obstruindo e aqui estão os porquês:
  • A transformação não é algo que você escolhe, ela é quem escolhe você. Considerando o que está envolvido, nenhuma lagarta em sua plena consciência jamais decidiria se tornar uma borboleta.
  • A transformação ocorre sozinha. Com borboletas, acontece dentro de um casulo que as previne de um mundo exterior. Então, sem amigos, sem abraços, sem conversas brilhantes, sem seminários, sem posts inspiradores do Facebook. Se realmente estiver acontecendo, é mais provável que você delete sua conta do Facebook porque se sentirá muito sozinho.
  • A transformação começa dissolvendo o seu antigo eu. Literalmente, uma vez dentro daquele casulo, a primeira coisa que a lagarta faz é dissolver a si mesma em uma substância amorfa de proteína. Existem algumas estruturas básicas que provém continuidade funcional, mas além disso, é um imenso colapso que faz com que não reste nada da identidade da lagarta para que ela possa se apegar. Se a sua identidade está envolvida em ser transformacional, então na melhor das hipóteses o que você está fazendo é se tornar uma lagarta melhor.
  • A transformação é uma merda. Você não quer falar sobre isso, você só quer que isso termine. Porque sua identidade foi dissolvida, você provavelmente não tem muitos amigos e pode se ver com pessoas com quem você não se identifica como parte do processo. Você pode pensar em suicídio com frequência, e isso é natural porque de certo modo você está passando por uma morte em câmera lenta e é razoável querer acelerar esse processo e terminar logo com isso.
  • A transformação é confusa. Uma lagarta não tem nenhum conceito sobre o que significa ser uma borboleta e se você estiver realmente passando por uma transformação, você estará constantemente tendo que perder seu próprio conceito do que isso pode significar. Sua auto-imagem se torna tão batida que é inutilizável. E este é o objetivo e isso leva muito tempo porque você é muito apegado a ela. Mesmo a auto-imagem de alguém que não é apegado a sua auto-imagem é um tipo de apego que precisa ser dissolvido.
  • A transformação é inevitável. Uma lagarta não pode impedir a si mesma de se tornar uma borboleta porque todo o processo já está codificado e instalado em seu DNA. Quando uma lagarta passa pela metamorfose, o que são chamados de discos imaginários já estão em seus lugares para se tornarem novas características tais como assas, pernas e antenas. A única coisa que você pode fazer para ferrar com o processo é tentar impedi-lo.
  • A transformação é maior que você. Isso deveria te animar quando você estiver pra baixo e deixá-lo pra baixo se estiver se sentindo especial porque você decidiu transformar a si mesmo. Se você tiver sorte, você vai ficar tão cansado de si mesmo e sua própria história de ascensão que você vai apenas se render e deixe que ela lide com você.
Então como você se rende ao processo? Cá estão algumas dicas:
  • Comece parando. Considere parar de fazer aquelas coisas que você acha que vão consciente e deliberadamente te levar a uma evolução pessoal, tais como ler livros de auto-ajuda, fazer yoga, cantar mantras, músicas espirituais e ter conversas profundas e significativas com pessoas que pensam como você. Cheque para ver se elas não são parte de um complexo de ego que precisa ser dissolvido.
  • Suspeite do conceito de pessoas que pensam como você. Seja cauteloso ao projetar seus ideais nos outros e ao colocá-los em um pedestal.
  • Suspeite de suas próprias crenças auto-limitantes que te fazem depender dos outros ou em ideias pré-concebidas sobre como as coisas devem ser.
  • Na dúvida, pare o que está fazendo e espere por direções.
  • Vá em direção ao escuro. Se você encontrá-lo por dentro ou por fora, dá no mesmo. Você classificou seus conteúdos psíquicos em pilhas marcadas como boas e ruins. Os bons você reivindicou para si mesmo e os maus você mandou embora para que se virassem sozinhos. Você precisa deles de volta. Dê as boas vindas a eles quando retornarem e peça desculpas por abandoná-los e ser uma pessoa tão egoísta e mesquinha.
  • Comece a usar a palavra interessante ao invés de bom ou ruim. Isso promove uma abordagem imparcial à sua experiência sem criar uma nova persona de alguém que está levando uma perspectiva distanciada de sua experiência.
  • Cuidado com os punheteiros intelectuais. Essas são as pessoas que só falam e não fazem nada e se você está começando, você provavelmente é uma delas. A maioria das pessoas é assim não porque a conversa é fiada, mas é porque é de graça mesmo. Ao mesmo tempo, percebem que esta é uma estratégia perfeitamente compreensível de navegar pela vida, então não seja muito rígido com eles ou consigo mesmo por tentar. Valeu a tentativa.
  • Resista a tentação de compartilhar sua experiência de modo que a formalize e te faça sentir especial. É ok ser incompreendido e levado a mal uma vez que você não entende a si mesmo ou não gosta muito de si mesmo também.
  • Veja a si mesmo como um processo. Mantenha o processo aberto por quanto tempo conseguir antes de parar com isso temporariamente para pedir ajuda ou conceitualizar o que está acontecendo (isso inclui pedidos de ajuda para entidades como anjos ou guias espirituais). Tente se lembrar que você não faz ideia do que está acontecendo ou o que que está envolvido nisso tudo e encontre força em sua própria ignorância. A estrada poderia tomar um caminho diferente de meia volta em qualquer ponto e você vai passar reto por aquela parede na qual você acha que vai bater. Depois de um tempo você pode até passar a curtir isso.
  • Observe a nova ordem que está emergindo na sua experiência. Isso é o que vai te manter interessado e é o que vai te manter nos trilhos. Ao longo do tempo você vai aprender a confiar mais e se basear mais nisso.
  • Preste mais atenção na energia das coisas e das pessoas. É aí que a ação está.
  • Lembre-se que não é pra ser divertido, você sabia que não seria, e se você tivesse que fazer tudo de novo, você faria a mesma escolha porque você é um fodão ou uma fodona cósmica. Você consegue, soldado!
  • Quando tudo mais der errado, fique puto e resmungue. Se você não for acostumado a xingar, aprenda. Não importa muito a forma que fizer isso. Tudo o que importa é que você se mantenha no caminho e siga em frente.

minha vida

...

22:56

Algumas coisas doem de forma incompreensível. Uma dor que chega nos músculos, sabe? Dói o corpo todo e você não entende como aquilo foi parar lá?

Você já pediu que um buraco abrisse e te engolisse? Já chorou em silêncio sem forças para se mexer? Já se perguntou QUE PORRA TÁ FAZENDO da vida?

Já sentiu o vazio como uma presença física, que você poderia apertar a mão e sentar junto na mesa do bar?

Então toca aqui.

Música do dia

Música do dia

18:49

Eu sei que nada tenho a dizer,
Mas acabei dizendo sem querer
Palavra bandida!
Sempre arruma um jeito de escapar (hum!)

Seria tudo muito melhor
Se a música falasse por si só
Dá raiva da vida
Nada existe sem classificar (não!)

Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste, nem feliz

Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais

Pensei em mil palavras, e enfim
Nenhuma das palavras coube em mim
Não vejo saída
Como vou dizer sem me calar?

Diria mudo tudo o que faz
Minha vida andar de frente para trás
Uma frase perdida
Num discurso feito de olhar

Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste, nem feliz

Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais


Não é medo, nem é riso,
não é raso, não é pouco, nem é oco,
não é fato, nem é mito, não é raro, não é tolo, não é louco
Não é isso, não é rouco,
Não é fraco, não é dito, não é morto
Não, não, não, não

Eu sei que nada tenho a dizer
Pensei em mil palavras, e enfim
Seria tudo muito melhor
Pensei
Seria
Se um dia alguém puder me entender